Pedro José Pereira se casó con Bernarda Miranda que nunca fue Miranda

 

A mí papá le gustaba las mujeres bajitas, con pelos largos y bien negros.
Mujeres que tuvieran la boca pequeña…

                                                                                              …y encontró a mi mamá.

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Índia, seus cabelos nos ombros caídos,
Negros como a noite que não tem luar;
Seus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice desse seu olhar.

Índia da pele morena,
Sua boca pequena
Eu quero beijar.
Índia, sangue tupi,
Tens o cheiro da flor.
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor!
Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer adeus,
Fica nos meus braços só mais um instante;
Deixa os meus lábios se unirem aos seus.

Índia, levarei saudade
Da felicidade que você me deu.
Índia, a sua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração,
Flor do meu Paraguai

Música de: José Asunción Flores
Letra de: Manuel Ortiz Guerrero

Tu abuelo, mi papá, solía cantar la canción India. Años más tarde entendí que se la cantaba a ella. A tu abuela, mi mamá.

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Ideias de Jerico

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A pior coisa que me aconteceu ao criar o meu Blog foi descobrir que -girico- nunca existiu e -mais grave ainda- nem sequer a palavra jerico com -e tem muita explicação.
Passei boa parte da minha infância escutando: – Essa guria tem umas ideias de jerico, né? Olhem se eu soubesse -naquela época- que o tal do jerico era um asno, eu teria feito um escarceu.
Mas gente, pensem, jerico não parece nome de passarinho? E eu achando que era bonitinho. Achei assim que a família dizia que tinha ideias engraçadinhas. Era burra mesmo!
Agora já passou e além disso eu já assumi que tenho ideias de jerico e pronto.
Lembro-me de algumas delas. O casamento da minha irmã mais velha –por exemplo-. A garota –coitada- sonhou a vida inteira com aquela data. Aquele vestido branco e aquele príncipe encantado –o meu cunhado querido- todo de branco também. Quanta pureza! Vai que naquela data morre uma íntima prima. Quase vizinha e filha de uma tia que amo muito. Uma tragédia. Tá. Morreu. Sofremos muito e tal.
Festa de casamento. Todo o esforço de ambas famílias plasmados e mesas de salgados e doces. Bebidas e música. Música baixinha. Aquilo não era outra coisa senão uma infeliz extensão do velório da prima. Pronto. Não deu outra. Segurei segurei e tive uma das minhas ideias de jerico. Fui dançar. Antes quero contar que levei de surpresa três amigos ao casamento. Eu morava na capital e o casamento era lá no interior. Tirei um dos amigos pra dançar. Eu queria ver a minha irmã feliz. Era o dia dela. Dancei. Dancei em todos os sentidos. Cai no boca do povo. É louca mesmo –diziam. Mas foi aí que os outros convidados, parentes horrorizados se animaram e também foram dançar. Essa era a ideia, não é mesmo? Casamento não é alegria?
Faça a fama e deite-se na cama, dizem os argentinos. A partir daí percebi –com uma certa alegria- que era livre pra botar em prática todas as minhas ideias de jerico. Se era doida mesmo, pra que lutar contra isso?

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